OPETH By Request EVOLUTION XXX | 2022


OPETH By Request EVOLUTION XXX | 2022

OPETH

 

“ Originários de Estocolmo, os Opeth são um dos nomes incontornáveis da vertente mais progressiva do death metal e, desde que Mikael Åkerfeldt ajudou a criar a banda em 1990 e se transformou na sua força motriz, não mais pararam de ganhar terreno e construíram uma carreira incrivelmente sólida, consistente e invejável – reunindo, inclusivamente, rasgados elogios tanto por parte do público, como da imprensa e da indústria. Adicionando elementos ligeiros à música que fazem, de guitarras acústicas a influências de jazz, rock progressivo, blues e até folk a uma sonoridade pesada, nunca se limitaram só ao óbvio e tem atraído atenções de diversos quadrantes da música pesada. No entanto, a instabilidade que dominou os primeiros anos da sua carreira jamais poderia fazer adivinhar um futuro tão brilhante. De 1990 a 1992, os Opeth eram basicamente um projeto de David Isberg e Åkerfeldt, que deram os primeiros concertos com os músicos que, na altura, tinham mais à mão. A viabilidade do grupo parecia incerta, até Isberg abandonar, Åkerfeldt tomar conta das vozes (já tinha experiência nesse campo com os Eruption) e o lugar de segundo guitarrista ser ocupado por Peter Lindgren. 

 

Os dois, com Johan DeFarfalla no baixo e Anders Nordin na bateria, gravam «Orchid» em 1994 com o produtor Dan Swanö – editado pela Candlelight no ano seguinte e nos Estados Unidos, via Century Media, só dois anos depois. Entretanto o quarteto gravaria ainda o segundo disco, «Morningrise», em 1996, mas viria novamente a debater-se com mudanças de formação. Após a conclusão de uma pequena tour com os Cradle Of Filth, DeFarfalla foi despedido e Nordin abandonou. «My Arms, Your Hearse», de 1998, gravado com Fredrik Nordström, apresentou finalmente a primeira formação que duraria mais de um par de anos, com Martin Lopez na bateria e Martin Mendez no baixo. O feeling jazzístico de Lopez recolheu elogios, assim como a natureza mais obscura e direta de grande parte dos temas. As coisas iam acontecendo devagar, mas começavam por fim a acontecer. Aproveitando a onda de comentários favoráveis, o quarteto não perdeu muito tempo e, cerca de um ano depois, estreia-se como parte do influente catálogo Peaceville com «Still Life». É exatamente aqui que as coisas começam a correr mais de feição para Åkerfeldt e companhia. 

 

Visto como um verdadeiro ponto de viragem, o quarto álbum aperfeiçoou a fusão de elementos aparentemente díspares que os havia caracterizado desde sempre e o disco seguinte, «Blackwater Park», editado em 2001 via Music For Nations, estabeleceu-os como um improvável sucesso a nível comercial e valeu-lhes a primeira digressão mundial. Deste e do outro lado do Atlântico, a banda provocou furor com o primeiro fruto da sua relação de trabalho com Steven Wilson, dos Porcupine Tree. Os músicos lançam-se então a um dos seus projetos mais arriscados e, um ano depois, saem do estúdio com dois discos debaixo do braço. «Deliverance» e «Damnation» foram gravados ao mesmo tempo e editados, respetivamente em 2002 e 2003, mostrando as duas facetas do grupo de forma separada – o primeiro brutal como nunca, o segundo totalmente dedicado à obsessão de Åkerfeldt pelo rock progressivo dos anos 70. Ambos produzidos novamente por Wilson, marcaram a afirmação dos Opeth como uma das bandas mais criativas e bem-sucedidas da sua geração – assinalando a primeira entrada na Billboard, a maior tour de sempre até então (cerca de 200 concertos entre 2003 e 2004) e a distinção para melhor Hard Rock Performance nos Grammys suecos. 

 

«Lamentations (Live at Shepherd's Bush Empire 2003)» chegou aos escaparates em 2004, dando tempo para os fãs se familiarizarem com Per Wiberg (dos Spiritual Beggars), que, entretanto, tinha começado a tocar com a banda ao vivo e ajudou a gravar «Ghost Reveries». Editado em 2005, o disco de estreia para a Roadrunner transformou-se no mais aguardado da sua carreira e correspondeu totalmente às expectativas, sendo aquele que maior consenso gerou entre a imprensa e uma base de fãs que, até hoje, não para de crescer. Mesmo depois do abandono de Lopez e Lindgren, substituídos por Martin Axenrot e Fredrik Åkesson respetivamente, os Opeth mantiveram a sua personalidade intacta e, depois de mais de 200 concertos de promoção a «Ghost Reveries», gravaram finalmente o seu sucessor. «Watershed» foi lançado em 2008 e entrou diretamente para o #1 da tabela de vendas finlandesa, para o #7 na Austrália e subiu ao lugar #23 da Billboard. Entre Março e Abril de 2010, os Opeth comemoraram o seu vigésimo aniversário, numa mini-digressão documentada no DVD «In Live Concert At The Royal Albert Hall» e, nos dez anos que se passaram entretanto, não mais pararam de crescer, cimentando de uma forma indelével a sua popularidade. Apoiados numa sequência de álbuns que os mostram mais soltos, a cada novo passo, de «Heritage» ao último «In Cauda Venenum», passando ainda por «Pale Communion» e «Sorceress», tornou-se óbvio que nunca vão fazer nada mais que aquilo que lhes vai na alma. “

 

 

VOIVOD

 

 Os VOIVOD, uma das mais lendárias e influentes bandas de que há memória no espectro do som extremo mais experimental, vão ser a única banda “suporte” da próxima digressão europeia dos OPETH. Na bagagem, o grupo canadiano traz o 15º álbum de estúdio, «Synchro Anarchy», que foi editado no passado dia 11 de Fevereiro via Century Media Records. Já depois de terem lançado o muitíssimo aplaudido «The Wake», em 2018, e o álbum ao vivo «Lost Machine – Live», em 2020, o mais recente álbum de estúdio do quarteto do Quebec é feito de nove faixas que se traduzem num monstro sónico caleidoscópico e, caso dúvidas restassem, reafirmam o grupo formado por Away na bateria, Snake na voz, Chewy na guitarra e Rocky no baixo como uma das constelações mais fervorosamente criativas do planeta.

 

Senhores de uma carreira brilhante que começou, em termos discográficos, com o lançamento do clássico «War And Pain», em 1984, e aproximando-se rapidamente da marca das quatro décadas de atividade sem interrupções, os inovadores do metal progressivo e futurista VOIVOD regressam assim uma vez mais a Portugal, desta vez na companhia dos igualmente inovadores OPETH. Denominada Opeth by Request “Evolution XXX”, a rota que traz a banda sueca de volta ao nosso país no dia 26 de Novembro, para uma actuação única na Sala Tejo da Altice Arena, em Lisboa, vai celebrar trinta anos de carreira de uma das propostas mais aplaudidas e influentes dos últimos anos no que à música pesada diz respeito, com os músicos liderados por Mikael Åkerfeldt a darem à sua legião de fãs a oportunidade de escolherem quais os temas que gostariam de ouvir durante estas atuações. “

Banda de Suporte
VOIVOD

Concerto dos OPETH em Portugal reagendado para 26 de Novembro de 2022
 
 
Os OPETH anunciaram o reagendamento da digressão de celebração de 30 anos de carreira, denominada Opeth by Request “Evolution XXX”. Originalmente apontada para 2021, a tour foi adiada para 2022 devido à pandemia do novo Coronavírus. A nova data em Portugal será a 26 de Novembro, na Sala Tejo da Altice Arena. Em comunicado, a banda explica a decisão:
 
“É com grande pesar que comunicamos que, devido à pandemia de COVID 19 ainda em curso, somos forçados a mudar as datas da digressão European Evolution XXX, agendada para Outubro deste ano. Os espetáculos foram transferidos para novembro de 2022, o que nos permitirá adicionar mais algumas datas à tour. Mantenham-se atentos! E não se esqueçam de escolher as vossas canções preferidas para a setlist do concerto em www.opeth.com! A votação não estará aberta por muito mais tempo.”
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Altice Arena - Sala Tejo
Parque Das Nações, Lisboa

26/11/2022 21:00